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26-Set-2008 |
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Confira artigo do Sr. Maicon Teffen sobre a necessidade urgente do aprimoramento da precária infra-estrutura do Sistema Cicloviário de Blumenau.
| Maicon Tenfen - 25/09/2008 - Fonte: Jornal de Santa Catarina |
Fiquei um pouco grilado ao ler o depoimento da senhora Vera Krummenauer, diretora de Planejamento Urbano de Blumenau, no Santa da última segunda-feira:
- Hoje, já temos um bom trecho de ciclovias implantadas na cidade. É uma alternativa para trazer mais segurança e conforto aos ciclistas e promover o uso da bicicleta. A intenção é continuar construindo mais ciclovias.
Vamos por partes, como já recomendava Jack, o estripador.
1) Ela disse que temos um bom trecho de ciclovias? Mas onde estão, que não consigo ver? Para tirar a dúvida e não cometer uma injustiça, adiei a publicação desta crônica e saí com o propósito de procurar as ditas por aí. Não há ciclovias, não que mereçam o nome. O que encontrei foram trechos ilhados em pontos distintos da cidade, quase uma decoração desnecessária que mais atrapalha do que resolve. Até chegar a um desses pontos, o ciclista precisa se embrenhar na selva de motores e disputar espaço com veículos. Uma aventura.
2) É uma alternativa para trazer mais conforto e segurança ao ciclista? Não por enquanto. Ao abordar o tema numa crônica pretérita, Cao Hering chamou atenção para um aspecto importante do caso. Cito-o: "O que há por aí não são exatamente ciclovias por onde se possa transitar com os nervos relaxados. São vielas subtraídas da pista de rolamento dos carros, demarcadas com tachões ou tinta, nas quais apenas alguns míseros centímetros separam os glúteos dos ciclistas dos já manjados e inábeis motoristas."
3) A intenção é continuar construindo mais ciclovias? Parabéns, mas é bom dizer que são dispensáveis os enfeites e as perfumarias inúteis. Ou a cidade faz um planejamento sério, com ciclovias seguras e capazes de cobrir perímetros inteiros como Centro-Velha, Centro-Garcia ou Centro-Itoupavas, ou já seria melhor abandonar o projeto no nascedouro. Faixas descontínuas e apertadas não servem para nada, a não ser para impressionar os turistas deslumbrados que passeiam pela Germanolândia (não seria essa a razão de ser das pseudo-ciclovias já existentes?).
Por fim, resta saber se as pessoas realmente utilizariam a bicicleta como meio de transporte. As empresas que incentivassem seus funcionários a se locomoverem sobre pedais receberiam benefícios públicos? Como faríamos em meses fumegantes como dezembro e janeiro? Discussão, consulta popular e planejamento, eis o que sugiro para chegarmos a um consenso. O que não adianta é partir para o blumenalvismo e fingir que tudo por estas bandas corre pronto e às mil maravilhas. |
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Atualizado em ( 27-Set-2008 )
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